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Collecting Testimonials

Como envolver toda a sua equipe na coleta de depoimentos

· 7min de leitura · pela equipa ciaopost

Não designe alguém para “cuidar dos depoimentos”. Entregue o pedido a quem fez o trabalho:

Cada cabeleireira pede à sua própria cliente, no seu próprio espelho, com o seu próprio telefone. Não o dono circulando pelo salão. Não a recepcionista no caixa. Não uma única pessoa coletando por todos.

O pedido funciona porque acontece entre duas pessoas que passaram quarenta minutos juntas e gostam uma da outra. Passe-o para um terceiro e você terá retirado a única coisa que o tornava confortável — e transformado um momento quente numa abordagem de um estranho com um telefone.

Um salão com quatro cabeleireiras não precisa de uma pessoa coletando oito depoimentos por semana. Precisa de quatro pessoas coletando dois.

Por que centralizar a coleta mata o processo

Coloque uma pessoa encarregada e observe o que acontece ao longo de um mês.

Ela terá de interromper a cliente de uma colega, no final de um atendimento com o qual não teve nada a ver, e pedir algo. A cliente não a conhece. A cabeleireira não gosta de ser interrompida. O pedido chega sem nenhum relacionamento por trás, então precisa de explicação, o que o torna maior, o que o torna mais fácil de recusar.

E no momento em que é trabalho de alguém, o pedido vira uma tarefa na lista em vez de fazer parte do atendimento. Tarefas competem com o funcionamento do salão, e o salão sempre ganha. No sábado, a coletora de depoimentos está cortando cabelo como todo mundo, e a coleta para — para sempre, e ninguém percebe em qual semana isso aconteceu.

O pedido precisa morar dentro do atendimento, feito pela pessoa que está fazendo o atendimento. Não existe outra configuração que sobreviva a um mês cheio.

O que cada pessoa realmente precisa

Não um treinamento. Quatro coisas, e cabem num cartão ao lado do espelho:

  • A frase. “Posso te pedir um favor? Trinta segundos — só diga o que achou.” Depois pare de falar e estenda o telefone.
  • O momento. No espelho, antes do caixa. Não depois do pagamento, que transforma o pedido num acréscimo.
  • A permissão de ser recusada. “Claro, sem problema” — e siga em frente. Essa é toda a recuperação.
  • A regra sobre as palavras. Nunca diga ao cliente o que falar. Se ele travar, faça uma pergunta — “o que você veio fazer aqui?” — e deixe que responda.

Esse é o briefing inteiro. Qualquer coisa mais longa vira um protocolo, e ninguém segue protocolo às 18h30 de uma sexta-feira.

O que nunca fazer: definir uma meta

É aqui que os donos quebram o sistema — e quebram com as melhores intenções.

“Todo mundo consegue três por semana.” Agora virou número, e números são perseguidos. Na sexta, uma cabeleireira que tem um vai começar a pedir para clientes a quem não pediria normalmente — aquela que pareceu satisfeita mas não encantada, aquela com pressa — porque está atrasada e não quer ser a que ficou devendo.

Cada um desses pedidos produz uma gravação morna e obediente que nunca deveria ser publicada.

Pior: isso quebra o mecanismo que estava protegendo você. A razão pela qual seus depoimentos são confiáveis é que a cliente que não está genuinamente feliz simplesmente não grava: ela diz que está com pressa, sorri, vai embora, e o depoimento ruim nunca é feito — não moderado, não deletado, nunca feito. Esse filtro só funciona enquanto o não é livre e a cabeleireira está genuinamente tranquila com isso. Coloque uma cota e você terá introduzido uma razão para insistir, e insistir fabrica exatamente o depoimento que o filtro teria barrado.

Pergunte, em vez disso: “você pediu para todo mundo que estava claramente feliz esta semana?” Se a resposta for sim e ela conseguiu um, foi uma semana de um depoimento, e ela não fez nada de errado.

Dê crédito, não uma meta numérica

Se quiser motivar, motive a coisa certa.

Deixe que os depoimentos de cada cabeleireira sejam visivelmente dela. A cliente que ela deixou feliz, na cadeira dela, dizendo o nome dela. Isso não é uma métrica na parede; é uma cabeleireira assistindo ao vídeo da própria cliente encantada com o próprio trabalho, publicado onde as amigas podem ver.

Esse é um incentivo fundamentalmente diferente de “três por semana”, e aponta numa direção melhor: recompensa fazer clientes felizes, não arrancar gravações deles.

O trabalho do dono aqui é fazer a única pergunta que mantém o processo vivo — “alguém conseguiu um bom esta semana?” — e depois assistir ao vídeo de verdade quando alguém disser sim.

A profissional que não quer pedir

Algumas vão odiar. Tímidas diante da câmera, constrangidas em pedir, convictas de que as clientes vão achar estranho.

Não force — pelo mesmo motivo que você não força clientes. Uma cabeleireira desconfortável em pedir vai transmitir esse desconforto direto para o pedido — hesitante, com explicação demais, pedindo desculpa — e a cliente vai perceber e dizer não. As duas vão concluir que a ideia não funciona, e as duas vão estar erradas.

Comece com quem já está mais confortável. Deixe-a coletar dois por semana durante duas semanas, e deixe as outras verem o que acontece quando o vídeo de uma cliente sai com o nome dela. Isso se espalha muito melhor na horizontal do que na vertical.

Uma terça tranquila, uma cadeira

Imagine um salão de duas cadeiras numa terça-feira parada. Imagine uma cabeleireira — chame-a de Nadia — que acabou de fazer corte e coloração para uma mulher que entrou sem ânimo e agora vira a cabeça no espelho, satisfeita. Esse virar de cabeça é o momento. Nadia não vai buscar o dono nem espera o caixa, onde a cliente esfriaria. Ela a pega enquanto ainda está se olhando. “Posso te pedir um favor? Trinta segundos — só diga o que achou.” Estende o telefone e para de falar.

A cliente ri — “ai, sou péssima na frente da câmera” — e fala mesmo assim: “Eu entrei sem saber o que queria e ela simplesmente acertou.” Quinze palavras, uma risada nervosa, pronto. Essa risada não é um defeito para cortar depois; é a prova de que é real, e a hesitação de uma cliente tímida supera uma frase ensaiada. Troque Nadia pelo dono vindo do caixa e a leveza desaparece — esse é todo o argumento a favor de uma coleta de depoimentos em equipe centrada em quem fez o trabalho.

De quem é o telefone, de quem é a conta?

Eis a objeção justa. Se quatro pessoas gravam em quatro telefones, alguém ainda precisa transformar os clipes em posts. Você só mudou o gargalo de lugar?

Não — porque você separou a parte que precisa de um relacionamento da parte que não precisa. O pedido precisa da Nadia; só ela tem os quarenta minutos anteriores. A publicação não precisa de ninguém específico: um clipe chega, uma legenda é escrita uma vez, e sai com o nome dela. E a legenda é sua para escrever — as palavras da cliente são dela e ficam intocadas, exatamente como ela disse. Mantenha os dois trabalhos separados e a publicação nunca volta silenciosamente a ser uma pessoa “cuidando dos depoimentos”.

O que acontece quando uma profissional sai

Profissionais seguem em frente. Nadia coleta ótimos depoimentos durante um ano, depois sai para um salão do outro lado da cidade — os depoimentos vão com ela?

Ficam. O vídeo foi gravado na sua cadeira, sobre um serviço que o seu salão prestou, e o consentimento que a cliente deu foi para publicar pelo salão, não pela Nadia. O que você perde é a pessoa que era boa em pedir — que é a verdadeira razão para não deixar que ela seja a única.

Uma profissional, um espelho, esta semana

Não faça um lançamento. Escolha a pessoa com mais chance de gostar, entregue as quatro coisas do cartão e deixe-a em paz por duas semanas.

Se funcionar para ela, vai funcionar para as outras, e elas terão visto funcionar antes de você pedir que tentem — o que é uma conversa muito mais fácil do que aquela que você ia ter numa reunião de equipe.

A rotina que faz o processo sobreviver a um sábado lotado é a mesma para uma equipe e para uma pessoa só: vincule o pedido ao espelho, não a uma meta.

Experimenta com o teu próximo cliente.
Uma pergunta, sessenta segundos, publicado.
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